Você vestibulando...Quantas vezes suas frases não se iniciaram de forma parecida com: “Depois do vestibular, eu vou...”? Se faltarem dedos para contar, não se preocupe, você não é anormal. Planejar a vida tomando como base o mundo pós-vestibular é algo mais comum do que possamos pensar e isso ocorre pela importância que essa fase tem em nossas vidas.
Meados de janeiro e eis que você se vê livre daquela palavra de dez letras que te perseguiu com afinco nos momentos mais inoportunos. Ainda não é época para comemorar, uma vez que a maioria dos infames resultados teimam em demorar a sair, como se estivessem almejando mais uma chance de matar os candidatos por ansiedade.
No entanto, não há mais nada que possa ser feito a não ser esperar...esperar...esperar...Pode parecer uma longa espera para os corações aflitos, mas consiste em uma espera breve se considerarmos tudo o que já foi feito para se alcançar essa fase.
Majoritariamente, entrar na faculdade é visto como uma chave que precisamos conseguir para posteriormente abrir a porta da independência financeira. A premissa é verdadeira em grande parte dos casos, mas nem sempre. Tudo depende de onde está a felicidade do indivíduo e isso realmente varia de pessoa para pessoa.
É tempo de relaxar e esquecer por enquanto dos resultados e suas múltiplas conseqüências. Curtir as férias é o mínimo que podemos fazer após um ano de privações, enterrados em livros e cálculos matemáticos. Seria hipocrisia dizer que o resultado não terá qualquer significado, no entanto, é necessário possuir maturidade suficiente para entender que o caminho é longo e não importa quantas escalas façamos, o importante é não perder o foco e com toda certeza, mais cedo ou mais tarde, a recompensa será alcançada. E assim, ao olharmos para trás saberemos que a estrada pode ter sido longa, mas que definitivamente valeu a pena.
domingo, 27 de janeiro de 2008
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Amor, ainda que incompreensível
O meu amor não é fino como o que Vieira prega em seu sermão, pois necessita de mais para se fazer completo.
O meu amor não é fogo que possa ser apagado, mas ainda assim arde e se faz presente com tal intensidade, mesmo que eu não seja capaz de vislumbrá-lo com meus olhos.
Se me perguntarem? O meu amor não possui dimensões nem qualquer coisa que indique a probabilidade de ser medido. No entanto, uma coisa deve ser afirmada: Tem início onde eu estou e pode te alcançar não importando a que distância você estiver. O meu amor não encontra significado pela lírica Camoniana, a qual o apresenta como um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porquê. Posso não saber de sua origem ou a forma como se instalou tão profundamente em meu ser, mas conheço o motivo da dor: Saudades. A distância queima, rasga, machuca...Porém, é incapaz de te arrancar da minha mente, de meu coração...Quando ambos firmam uma aliança, torna-se infrutífero querer derrotá-los. Posso dizer que tentei e não me envergonho em assumir o fracasso.
O meu amor não está contido nos olhos de ressaca de Capitu, mas é capaz de te tragar mais efetivamente que a vaga do mar se assim você permitir.
O meu amor não está escrito nas estrelas, mas se alimenta do passado que elas inspiram e da conseqüente submissão à doces memórias.
O meu amor não é perfeito e exarcebadamente romântico como aqueles de fantasiosos contos de fada. É real, com todas suas perfeições e imperfeições...Sem maniqueísmos, reconhecendo que a dualidade na verdade possui diversas facetas escondidas nas sombras e que apenas esperam para serem desvendadas.
O meu amor não está publicado em livros ou impresso nas páginas de um jornal, pois não necessita de tais artimanhas sensacionalistas para comprovar sua existência. Tampouco posso dizer que esteja em dicionários, uma vez que foge à definições e às tentativas várias de elucidação. As Leis de Newton, a Teoria da Relatividade ou qualquer outra constatação da física não podem explicá-lo. Isso porque o meu amor não é passível de explicação ou entendimento.
Permanece intrínseco à sua dose de adjetivos paradoxais e que ainda assim não são suficientes para transformá-lo em algo de inviável presença...É chama constante e derradeira, honrando o Soneto de Fidelidade diante da promessa de ser infinito enquanto durar...
N/A: Por incrível que pareça estudar pro vestibular foi fundamental para que eu escrevesse isso hehe
O meu amor não é fogo que possa ser apagado, mas ainda assim arde e se faz presente com tal intensidade, mesmo que eu não seja capaz de vislumbrá-lo com meus olhos.
Se me perguntarem? O meu amor não possui dimensões nem qualquer coisa que indique a probabilidade de ser medido. No entanto, uma coisa deve ser afirmada: Tem início onde eu estou e pode te alcançar não importando a que distância você estiver. O meu amor não encontra significado pela lírica Camoniana, a qual o apresenta como um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porquê. Posso não saber de sua origem ou a forma como se instalou tão profundamente em meu ser, mas conheço o motivo da dor: Saudades. A distância queima, rasga, machuca...Porém, é incapaz de te arrancar da minha mente, de meu coração...Quando ambos firmam uma aliança, torna-se infrutífero querer derrotá-los. Posso dizer que tentei e não me envergonho em assumir o fracasso.
O meu amor não está contido nos olhos de ressaca de Capitu, mas é capaz de te tragar mais efetivamente que a vaga do mar se assim você permitir.
O meu amor não está escrito nas estrelas, mas se alimenta do passado que elas inspiram e da conseqüente submissão à doces memórias.
O meu amor não é perfeito e exarcebadamente romântico como aqueles de fantasiosos contos de fada. É real, com todas suas perfeições e imperfeições...Sem maniqueísmos, reconhecendo que a dualidade na verdade possui diversas facetas escondidas nas sombras e que apenas esperam para serem desvendadas.
O meu amor não está publicado em livros ou impresso nas páginas de um jornal, pois não necessita de tais artimanhas sensacionalistas para comprovar sua existência. Tampouco posso dizer que esteja em dicionários, uma vez que foge à definições e às tentativas várias de elucidação. As Leis de Newton, a Teoria da Relatividade ou qualquer outra constatação da física não podem explicá-lo. Isso porque o meu amor não é passível de explicação ou entendimento.
Permanece intrínseco à sua dose de adjetivos paradoxais e que ainda assim não são suficientes para transformá-lo em algo de inviável presença...É chama constante e derradeira, honrando o Soneto de Fidelidade diante da promessa de ser infinito enquanto durar...
N/A: Por incrível que pareça estudar pro vestibular foi fundamental para que eu escrevesse isso hehe
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