quinta-feira, 20 de março de 2008

Starting a new life

Deixar a casa dos pais é um grande passo na vida de uma pessoa. Não se resume ao fato de você não dividir mais o mesmo teto que os seus progenitores, envolve amadurecimento e uma série de mudanças.
Mudar para Franca foi uma experiência incrível e que mexeu com algumas questões que eu nem sabia existir dentro de mim. Lidar com o sentimento da saudade nunca foi algo fácil para mim. Há aqueles que diriam sem pestanejar que sou uma pessoa fria, o que não corresponde exatamente à verdade. Se alguém não demonstrar sempre que se importa, não implica necessariamente que não se importe. No entanto, posso dizer que fui surpreendida por mim mesma. Pensava estar muito bem preparada nesse quesito...Posso dizer que descobri estar redondamente enganada. Saudade do aconchego do lar, das muitas horas na frente do computador, da mordomia de poder dormir numa cama de casal e tantos outros privilégios que você só se dá conta quando não os tem mais. Saudade de ouvir a voz dos familiares, nem que seja pra dizer o quanto é irritante assistir às minhas brigas com o meu irmão. Saudades dos meus amigos ao lembrar o que faz cada um deles ser especial para mim...
No entanto, eis que a vida universitária entra em cena com toda a sua glória e também seus problemas. Mas não quero falar das grandes filas para comprar o ticket do RU ou da biblioteca estar arrumando seu sistema computacional e por isso demorar para abrir. Ok, o lado bom: Festas, festas e festas! Brincadeira, se bem que realmente há muitas festas. Ser Unespiano de Franca é louvar o Interunesp, é rir muito na “Miss Bixo”, é ser jogado (ou não) na fonte da praça principal, é ironizar ao dizer “piscina da Unesp”, é demonstrar união, é cantar o hino “Franca, sapato, advogado...” por mais obsceno que seja e utilizar sua caneca na night.
Estar numa universidade pública, à qual uma ínfima parcela da população tem acesso, é uma honra e um privilégio. Certa vez um veterano me confidenciou que a universidade pública é capaz de formar o melhor e o pior profissional e isto porque para se destacar é preciso “correr atrás”. E é aí que se encaixa o quesito responsabilidade. Devemos esta não somente em respeito ao dinheiro do contribuinte que paga o ensino superior público ou a nossos pais. Devemos a nós mesmos. Tolice seria desandar justo agora depois de estudar por anos para passar no vestibular. Pena (ou não) que nem todos pensem assim...Anyway, assim sobram mais vagas no mercado de trabalho.

P.S.: Texto que saiu do nada da minha mente às 2h e pouco da manhã ahuahauahuahau, dêem o devido desconto